
Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:

A Justiça de Bauru decretou, nesta sexta-feira (18), a prisão preventiva de cinco pessoas que haviam sido detidas temporariamente durante a Operação Cavalo de Troia, que investiga suspeitas de irregularidades na concessão do sistema de manejo integrado de resíduos sólidos do município.
A decisão também determina a prisão preventiva de um sexto investigado, que não foi localizado e é considerado foragido. O contrato em apuração tem duração prevista de 30 anos e valor estimado em R$ 5,2 bilhões.
Entre os alvos estão a ex-secretária municipal do Meio Ambiente, Cilene Chabuh Bordezan; o CEO da Estre Ambiental, Hamilton Libório Agle; a ex-secretária-adjunta de Meio Ambiente, Sara Moura de Jesus; a funcionária da Estre Talita de Andrade Soares Chieregatti; e o ex-secretário de Negócios Jurídicos de Bauru, Vitor João de Freitas Costa. O sexto alvo é o consultor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, a Fipe, Mário Luiz Silvério, que não foi encontrado durante o cumprimento das ordens judiciais.
O pedido de prisão foi feito pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco, do Ministério Público de Bauru. Segundo o órgão, os elementos reunidos durante a investigação apontam, em tese, para uma atuação coordenada entre agentes públicos, representantes de empresas, consultores e outras pessoas envolvidas na elaboração e tramitação de documentos relacionados à concessão.
Ainda de acordo com o Ministério Público, a investigação analisa suspeitas que vão desde a modelagem do projeto e elaboração do edital até o acompanhamento de possíveis concorrentes e eventuais pressões sobre pessoas que apresentassem objeções ao procedimento. O Gaeco também cita conversas e informações que indicariam possíveis articulações relacionadas a projetos semelhantes em outras cidades, como Curitiba, Ribeirão Preto e São José dos Campos.
Outro argumento apresentado ao Judiciário foi a necessidade de preservar a produção das provas. O Ministério Público afirma que ainda há documentos e dados digitais apreendidos que precisam ser analisados, além de diligências, oitivas e cruzamento de informações. Para o Gaeco, a liberdade simultânea dos investigados poderia representar risco de comunicação entre eles ou de interferência na coleta de provas.
No caso de Vitor João de Freitas Costa, o Ministério Público também apontou risco de eventual fuga, mencionando vínculos e residência no exterior, além da apreensão de dinheiro em espécie, cuja origem e destinação ainda são investigadas. A decisão judicial considera fundamentos previstos no Código de Processo Penal, como garantia da ordem pública e econômica e conveniência da instrução criminal.A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa condenação. As investigações continuam, e parte do material apreendido ainda está sendo analisada pelos investigadores.