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Promotor do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Sciuli de Castro instaurou inquérito civil para apurar denúncia protocolada pelo servidor municipal, o engenheiro Florestal Gabriel Mota, contra um empreendimento em Piratininga, de propriedade da Guestier Participações, que estaria sendo responsável pelo assoreamento do Rio Batalha, na divisa entre os dois municípios.
Na representação, Gabriel Mota lembra que o rio Batalha é fonte primária de captação de água para o abastecimento de parte da população bauruense. Em agosto do ano passado, o Departamento de Água e Esgoto implantou rodízio no abastecimento, dividindo os bairros abastecidos pelo Batalha em três setores.
Outra ação adotada pela autarquia foi a contratação de uma empresa para o desassoreamento do rio Batalha a partir da lagoa de captação. O investimento feito pelo DAE, foi de aproximadamente 6 MILHÕES E 800 MIL REAIS, valor este custeado pelo Fundo Municipal para Recuperação dos Mananciais de Águas Superficiais.
No documento protocolado junto ao Ministério Público do Meio Ambiente, Gabriel Mota espera a responsabilização da empresa pelos prejuízos causados à população bauruense.
O Promotor Luiz Eduardo Sciuli de Castro afirmou à reportagem que aguarda um parecer sobre a situação ambiental na região, além de medidas mitigadoras que possam ser eventualmente adotadas. Esse estudo está sendo elaborado pelo Centro de Apoio à Execução, o CAEX, órgão ligado ao Ministério Público.
A reportagem da 94 procurou a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Bauru, na tentativa de uma entrevista com o servidor Gabriel Mota e não obteve retorno. A prefeitura de Piratininga, também procurada, deve se manifestar nas próximas horas, enquanto representantes da empresa Guestier Participações não foram localizados pela equipe da 94.