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Escuta telefônica mostra que secretária presa, quer vereador Borgo, longe de Bauru; Confira detalhes

Texto @jornalistaemersonluiz
Foto Leandro de Souza / Divulgação
11/09/2026

 

A retirada do sigilo sobre a apuração do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o GAECO, nesta sexta-feira, incluindo trechos de escutas telefônicas, segue movimentando o cenário político local.

As operações ‘Cavalo de Troia’ e ‘Mobius’, deflagradas na última quarta-feira, levaram à prisão de dois secretários de governo e uma secretária-adjunta. Eduardo Borgo é um dos vereadores citados pela secretária Cilene Bordezan. Na oportunidade, a então gestora ambiental do município disse querer ver o vereador longe de Bauru. Procurado, Borgo disse que a situação é triste e confirmou que apresentará na sessão desta segunda-feira, um pedido de Comissão Processante contra Suéllen Rosim. O vereador explicou os motivos.

 

Em outro trecho, Cilene Bordezan afirma que o vereador Sandro Bussola quer ‘moer Márcio Teixeira’. Márcio disse estar um pouco assustado, mas que continuará exercendo o papel de fiscalização, inclusive no contrato em vigor com a Estre Ambiental.

 

O vereador Sandro Bussola foi procurado pela reportagem. Em nota, Bussola afirma desconhecer ‘qualquer envolvimento com o Hamilton Libório no processo de concessão dos resíduos sólidos’. Segue afirmando que ‘nunca manteve qualquer conversa com ele sobre esse processo e, até o momento, não foi citado na investigação.’ Sandro Bussola considera ‘importante esclarecer que não foi alvo das operações realizadas pelo GAECO, tampouco tem conhecimento de qualquer denúncia ou indiciamento em seu nome relacionado aos fatos investigados’. Confirma ainda, que ‘os encontros que manteve com ex-secretários municipais ocorreram no âmbito político e institucional, como é natural da atividade parlamentar, e não tiveram como objeto qualquer tratativa ou conduta ilícita. Na condição de líder da base governista na Câmara Municipal, lembra que exerce regularmente a interlocução política e institucional com o Poder Executivo, defendendo as propostas encaminhadas pela prefeita municipal quando entende que são corretas e de interesse público’. Finaliza, afirmando repudiar ‘qualquer tentativa de equiparar a legítima interlocução política e institucional ao exercício clandestino do mandato parlamentar ou à prática de qualquer ilícito, sem que existam elementos concretos que sustentem tal afirmação’.

Em outro trecho das gravações, é citado o nome da vereadora Estela Almagro, que teria conversado com Hamilton Libório, da Estre e Gisele Moreti, da ASCAM. Também em nota, a ‘vereadora esclarece que conhece Hamilton Libório em razão da atuação da Estre em Bauru desde o governo Rodrigo Agostinho, especialmente a partir das discussões envolvendo o aterro sanitário municipal, considerado irregular e que perdeu sua licença ambiental. Sobre Gisele, afirma não possuir relação de amizade com ela. Segundo a parlamentar, Gisele a procurou para defender o processo, sob o argumento de que a medida seria benéfica para a cooperativa e para os cooperados. A vereadora, porém, manifestou sua discordância, informou que votaria e atuaria contra a proposta e manteve esse posicionamento’. Estela também relatou que ‘Hamilton Libório entrou em contato após as menções feitas por ela à Estre durante os embates com a prefeita Suéllen Rosim. Segundo a vereadora, ele não tentou convencê-la a apoiar o processo, pois já conhecia sua posição, mas a convidou para conhecer o trabalho da empresa em Araraquara e Curitiba. A vereadora afirma que recusou os convites para as visitas e reiterou que não estava acusando a Estre nem qualquer outra empresa’.

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