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A publicação do decreto de reajuste da tarifa de água, em 7,80% autorizado durante o Carnaval pela prefeita Suéllen Rosim, não foi digerida pelos integrantes do Conselho Municipal de Serviços de Água e Esgoto. Mesmo sendo um órgão consultivo, ou seja, sem poder de veto, os integrantes do conselho sentem-se desrespeitados pelo governo municipal.
O Conselho Municipal de Serviços de Água e Esgoto é formado por voluntários e tem a estrutura mantida pelo próprio DAE, que é obrigado a fornecer um servidor para secretariar o órgão. A principal reclamação ouvida pela reportagem é quanto a falta de informações prestadas pelo próprio Departamento.
As reuniões do Conselho Municipal de Serviços de Água e Esgoto deveriam ser realizadas mensalmente, na segunda quarta-feira do mês. Pelo que apuramos, a última reunião realizada pelo Conselho, foi em novembro do ano passado. Na oportunidade, o órgão solicitou a elaboração de um ofício ao presidente da autarquia, buscando uma reunião com o presidente do DAE. A informação obtida foi a de que sequer o ofício solicitando a reunião teria sido elaborada e, desde então, o funcionário cedido pela autarquia, não responde aos questionamentos feitos pelos integrantes do conselho e, sequer atende as ligações dos conselheiros.
Outra informação apurada pela reportagem é de que o conselho, em sua última reunião realizada opinou ser contrário ao lançamento da cobrança da tarifa do lixo na conta de água, mas nem resposta ao questionamento, foi enviada. Agora, o governo municipal publicou decreto reajustando as tarifas de água e dos serviços prestados pelo DAE Bauru, sem mesmo encaminhar uma simples notificação ao conselho. O decreto reajustando a tarifa de água e os demais serviços prestados pelo DAE, entra em vigor no dia 2 de março.
Outro conselho, o de saúde também já havia questionado as dificuldades no relacionamento com o governo, quando da discussão da privatização total da UPA do Mary Dota. À época, conselheiros pediram o cancelamento do edital de licitação, mas também não foram ouvidos pela prefeitura. Em dezembro último, o Tribunal de Contas do Estado julgou irregular o chamamento público e o contrato de gestão firmado pela Prefeitura com a Avante Social, apontando a inexistência de estudos prévios que demonstrassem de forma clara e objetiva as razões que levaram à escolha da terceirização dos serviços. O detalhe é que o Conselho Municipal de Saúde é deliberativo.