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Facções criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), foram classificadas pelos Estados Unidos, como grupos terroristas.
Na prática, o país norte-americano passa a ter mais autonomia e poder para investigar e reprimir essas organizações, de forma a tentar sufocar sua atuação internacional de maneira mais individualizada, sem precisar de burocracia e diplomacia com o governo brasileiro.
O especialista em Relações Internacionais, Paulo Sérgio Cordeiro Filho, destaca que essa decisão dos Estados Unidos, tomada de forma unilateral, pode trazer uma série de impactos globais.
No que diz respeito à segurança pública, o delegado Marcelo Góes, responsável pelo Setor de Investigações Gerais, da DEIC de Bauru, ressalta que os impactos podem ser positivos, uma vez que a intenção primária dos Estados Unidos é barrar as atividades e as expansões financeiras dessas organizações criminosas.
O governo dos Estados Unidos e suas agências regulatórias e investigativas vão poder, também, monitorar a abertura de empresas, que tenham por finalidade, dar vazão ao capital oriundo de atividades das facções brasileiras.