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A defesa de Hamilton Libório Agle, ex-CEO da Estre Ambiental e investigado na Operação Cavalo de Troia, pediu à Justiça que as apurações sobre possíveis irregularidades na concessão dos serviços de coleta e destinação de lixo em Bauru sejam encaminhadas ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Os advogados alegam que conversas obtidas durante a investigação mencionam a prefeita Suéllen Rosim e justificariam a análise do caso pela instância responsável por autoridades com foro privilegiado.
A petição, protocolada nesta terça-feira (3), apresenta diálogos entre Hamilton e a ex-secretária municipal do Meio Ambiente, Cilene Bordezan. Nas mensagens, há referências a possíveis encontros com a prefeita, entrega de presentes e tratativas envolvendo valores financeiros relacionados à concessão. A defesa entende que o conteúdo indica a necessidade de aprofundar a investigação sobre uma possível participação ou conhecimento de Suéllen nos fatos.
Os advogados também mencionam conversas anteriores, nas quais a ex-secretária teria feito referências à prefeita ao tratar de pagamentos e de providências relacionadas ao processo. A defesa ainda cita a prisão de Renato Purini, marido da prefeita, durante uma das fases da operação, além das buscas realizadas na residência de Suéllen. Os advogados ressaltam que os diálogos precisam ser esclarecidos e não comprovam, por si só, a prática de crimes pela chefe do Executivo.
Além de solicitar o envio do caso ao TJ-SP, a defesa pede a suspensão temporária das diligências e medidas cautelares até que seja definida a competência para conduzir as investigações. O pedido ainda aguarda análise da Justiça e não há decisão determinando a transferência do processo ou a paralisação das apurações.