
Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:

A Justiça manteve, no início da tarde desta sexta-feira, a prisão temporária do ex-Secretário Municipal de Governo, Renato Purini.
Nos desdobramentos da Operação Cavalo de Troia, o Gaeco esteve na residência de Renato Purini e Suellen Rosim, para cumprir mandado de prisão contra Renato e de busca e apreensão no imóvel, localizado na zona sul de Bauru. Renato foi conduzido, inicialmente, à sede da Prefeitura Municipal, de onde seguiu para a Central de Polícia Judiciária de Bauru, para prestar esclarecimentos.
Após audiência de custódia, a Justiça determinou a manutenção da prisão, uma vez que, segundo o despacho: “O afastamento funcional é medida administrativa que não exaure o risco processual. É fato que o investigado detém conhecimento privilegiado e mantém rede de contatos influentes na estrutura pública, capazes de viabilizar, ainda que em tese, a continuidade de práticas ilícitas ou a obstrução da justiça por vias transversas. A condição funcional é apenas um dos vetores do risco, que persiste pela influência social e política do investigado.”
Na manutenção da prisão temporária do ex-Secretário Municipal de Governo, Renato Purini, o Juiz das Garantias, Josias Almeida Júnior, descreve que o Ministério Público aponta o pagamento ilícito de 750 mil reais a Renato, na fase de aprovação da concessão do lixo, no Legislativo.
De acordo com o Gaeco, interceptações telefônicas e outras provas levantadas no processo indicam a utilização da fraude para pagamento inicial a Purini, via Estre Ambiental. Os promotores ainda apontam um aditivo de 90 mil reais, atribuído oficialmente a título de 12% de impostos. Na decisão, o juiz confirma a prisão e descreve a participação de dois intermediários: Marcos Libanore Caldeira e Ricardo Sottomayor.