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Bauru precisará correr e muito contra o tempo para evitar que a já bilionária dívida da Cohab, cresça ainda mais com a alteração na taxa de juros que passará a ser cobrada pelo banco federal a partir de 1º de janeiro. A resolução do FGTS, determina até 31 de dezembro deste ano, a aplicação de uma taxa de juros anual de 3,08%, passando para 6%, a partir do ano que vem.
A reportagem apurou que o departamento jurídico da Caixa já teria autorizado o andamento da minuta do contrato, que segue travada em um dos setores do banco.
Durante a audiência de prestação de contas do primeiro quadrimestre deste ano, o presidente da Cohab, Everton Basílio, afirmou que pretendia enviar o projeto de adequação da lei municipal autorizando a assinatura do acordo, em 60 dias. Esse prazo terminou no final de julho e, até o momento, a proposta não foi enviada ao legislativo.
Everton Basílio lembra que a Caixa Federal possui trâmites que seguem os calendários do banco e, antes do texto ser encaminhado ao legislativo do município para aprovação dos vereadores, ele ainda será analisado pelo jurídico da prefeitura.
Balanço da Cohab divulgado no final de abril demonstrou que os juros cobrados pela Caixa, com a taxa de 3,08%, aumentaram a dívida da companhia com o banco no ano passado, em 291 MILHÕES DE REAIS. Sem a assinatura do acordo e com a aplicação da nova taxa de juros, o valor lançado de juros crescerá ainda mais para os cofres da prefeitura.