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Na última semana, a Prefeitura de Bauru abriu o chamamento público para contratar uma nova organização social para administrar a UPA Mary Dota. Enquanto o atual contrato com a Organização Social Avante Social foi prorrogado até o fim deste ano para permitir a conclusão da licitação, a vereadora Estela Almagro voltou a questionar o modelo de gestão terceirizada da unidade. Ela critica o valor estimado para o novo contrato, de R$ 45 milhões por 24 meses, e afirma que a experiência da terceirização tem sido marcada por problemas administrativos e prejuízos ao atendimento da população.
As críticas da parlamentar se somam a uma sequência de problemas envolvendo a UPA Mary Dota desde o início da gestão da Avante Social. Em 2025, trabalhadores denunciaram atrasos nos depósitos do FGTS, levando a vereadora a cobrar maior fiscalização da Prefeitura sobre o cumprimento das obrigações trabalhistas antes da liberação dos pagamentos à organização social. Na ocasião, mesmo diante dos questionamentos, o contrato foi prorrogado por mais um ano.
A terceirização da unidade também foi alvo de questionamentos por órgãos de controle. Em dezembro de 2025, o Tribunal de Contas do Estado julgou irregulares o chamamento público e o contrato firmado entre a Prefeitura e a Avante Social, apontando, entre outras falhas, a ausência de estudos técnicos que justificassem a adoção do modelo de gestão por organização social. A decisão ainda é passível de recurso.