
O presidente da Câmara Municipal de Bauru, Paulo Cesar Madureira, PP, baixou uma série de normas para conter eventuais excessos de funcionários e vereadores, no uso das instalações e equipamentos do legislativo municipal durante a campanha eleitoral. A presidência quer conter por exemplo, o uso da TV- Câmara, mantida com recursos públicos, como veículo propagador de propostas eleitorais.
É que a maioria quase absoluta dos vereadores se candidatou à reeleição , além do mais, todos estão, de uma forma ou outra, ligados a candidaturas majoritárias nas eleições municipais deste ano. Madureira alertou seus colegas do legislativo, que o uso da máquina pública pode ser encarada com descaso pelos membros do poder, porém com certeza a justiça não vai entender desta forma.
Nos resta, como contribuintes, lamentar que a conduta dos nosso políticos com relação à coisa pública, ainda tenha que ser norteada por alertas e advertências às leis em vigor. De um modo geral, e em particular de homens públicos que fazem leis, caso dos vereadores, o trato ético da coisa pública deveria ser garantia suficiente de obediência às regras estabelecidas .
Mas infelizmente não é assim, o que exige ainda mais responsabilidade dos eleitores na escolha dos candidatos. A maior penalidade que um candidato pode receber, por desrespeitar a legislação eleitoral em vigor, é a derrota nas urnas . Portanto, independente da fiscalização da justiça, para disciplinar a conduta dos candidatos e partidos durante a campanha, cabe a cada um de nós, contribuintes, que mantemos a máquina publica com os impostos, as taxas e as tarifas que recolhemos, levantar uma campanha particular exigindo uma eleição limpa, transparente e democrática, negando o voto àqueles candidatos e partidos que insistirem na compra de votos e no uso (indevido) da máquina, municipal.