Padre BetoA descoberta da verdade está intimamente ligada à liberdade.
Para Heidegger, o ser é essencialmente uma atividade. Em outras palavras, o ser humano não é, mas está sendo. Esta atividade de ser consiste na descoberta da verdade, do conteúdo intelectual que podemos retirar de uma realidade e incorporar em nosso viver. Toda a nossa maneira de ser é, na verdade, a síntese daquilo que acreditamos, da "verdade" por nós assumida. Esta verdade que se revela em nossos atos e comportamentos nem sempre é a verdade que dizemos, ou seja, aquela presente em nossos discursos. A verdade de nossas palavras muitas vezes é mais bonita que a verdade de nossos atos. Mas, verdade (em grego "a-letheia" que significa revelado, não em segredo) é o conteúdo intelectual que deixa as coisas serem como são, e as revela como realmente são. Portanto, a descoberta da verdade está intimamente ligada à liberdade.
A liberdade, da qual pertence a insistente existência do "estar aqui", é a essência da verdade. Não existe verdade sem liberdade de poder pensar, experimentar e compreender como as coisas estão sendo. A verdade aparece quando o sujeito e o objeto se encontram, se procuram e se interpenetram. Um dos inimigos da verdade é o pré-conceito. O preconceito, ou seja, a opinião formada antecipadamente sem a menor ponderação, impede que as coisas sejam como estão sendo. Através do preconceito surge normalmente a hipocrisia, a simulação, a falsidade em mascarar a verdade das coisas. Se o ser é uma atividade, esta não se constitui em mascarar a realidade, mas em primeiro lugar buscar a sua verdade, o "rosto" sem maquiagem do que acontece.
O TEMPO PARA SER FELIZ É AGORA, O LUGAR PARA SER FELIZ É AONDE VOCÊ ESTÁ!