
Lady Gaga usa um chapéu em forma de lagosta para jantar e o mundo tenta decifrar qual é a charada da vez inventada pela cantora norte-americana, conhecida por seus figurinos extravagantes. Talvez a resposta seja “Ei, eu estou aqui” ou “Protejam as lagostas”. Para moda, o que importa é que a roupa é o meio de comunicação escolhido pela cantora para mandar sua mensagem, da mesma forma que ela usa a música.
O papel da moda na sociedade contemporânea passa longe do básico da utilidade, pulsa pelas molas da economia mundial, se diverte nas definições da individualidade, ao mesmo tempo em que consolida tribos, mas é essencialmente comunicação. Os ícones da modernidade falam através de suas roupas ou pela sua segunda pele, como o termo definido pelo filósofo canadense o canadense Marshall McLuhan. É uma armadura cheia de signos.
Não é à toa que mulheres pescadas no mundo da política como Michelle Obama e a primeira dama da França, e ex-modelo, Carla Bruni vão para as capas das revistas e ganham admiradoras pelo mundo. A indústria do vestir fala sobre economia quando as roupas de Reinaldo Lourenço entram nas araras da C&A e Rei Kawakubo tem um nicho nos departamentos da H&M. O recado é claro: o luxo precisa ser acessível em tempos de crise mundial. Tsunamis, aquecimento global e a Edun vira a primeira marca eco de alto luxo no mercado.
Não é mera futilidade. A moda está na sociedade de hoje como um mass media difundindo cultura, arte e capacidade de gerar negócios e economia.